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Mar 07

Visita de Estudo ao Museu Calouste Gulbenkian

Exposição de José de Almada Negreiros
“Uma maneira de ser Moderno”

No passado dia 2 do corrente mês, os alunos do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais deslocaram-se ao Museu Calouste Gulbenkian, a fim de realizarem uma visita de estudo à exposição “José de Almada Negreiros, uma maneira de ser Moderno”.

A referida visita foi dinamizada por Celeste Duarte e organizada pelo Grupo Disciplinar de Artes Visuais, no âmbito das disciplinas de Desenho A, História e Cultura das Artes e Geometria Descritiva, pelo que os professores destas disciplinas acompanharam os seus alunos.

Do ponto de vista da sua utilidade, deve referir-se que esta exposição foi do maior interesse para alunos e professores, não só porque possibilitou o contacto com numerosas obras de referência da Arte Moderna Portuguesa, como também permitiu compreender a rotura com preconceitos instalados e sobretudo perceber o enfoque na mudança, através da arte.

A exposição, apresenta um número significativamente alargado de obras de arte, as quais utilizam linguagens pictóricas diferenciadas, temas por vezes recorrentes e diversidade de materiais, o que reflete a sua ampla experiência no campo das artes visuais.

Almada Negreiros, foi um autodidata, uma figura de proa da arte Portuguesa do século passado, multifacetada, cujo abrangente interesse ia da escrita às artes performativas (dança e teatro). Foi cenógrafo, figurinista, conferencista, desenhista e pintor. A conceção alargada de arte, motivou-o a explorar as mais variadas linguagens e suportes artísticos.

Uma das caraterísticas dos autorretratos é o traço exagerado dos olhos, através dos quais chega todo o conhecimento, sendo o interface para a apreensão do mundo. Dava assim supremacia ao sentido da visão, ao qual atribuía todos os fundamentos do saber.

Foi na arte que mais se projetou a sua identidade tendo sido incentivador da Vanguarda artística dos anos de 1910 mantendo uma forte presença na arte do séc. XX.

A obra de Almada Negreiros propõe uma reflexão acerca do que é possível dizer de nós, para lá da aparência.

A Arte Moderna é simbólica e propõe a afirmação de autonomia do artista, tendo este a responsabilidade de fazer acontecer a modernidade.

Em jeito de conclusão deixam-se as seguintes afirmações da sua autoria: “ Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser”.

“Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade.”

“Os meus olhos não são meus, são os olhos do nosso século”.

Celeste Duarte

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